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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mentiras que os homens contam

Esse é um livro muito bom...são crônicas, escritas por Luis Fernando Veríssimo (de quem sou fã assumida!) em que nos é mostrado no dia a dia e com muito bom humor as mentiras que nos são contadas... Essa crônica que irei postar é de longe uma das minhas preferidas! E que sirva de incentivo para que vocês conheçam esse livro e as outras obras desse escritor genial! =D


Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade.
Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. "Então vou ter que inventar uma história para a professora", querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. "Está bem, fica em casa estudando!" E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos agüentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.
A primeira namorada. Mentíamos para preservar nosso orgulho, certo?
— Não, não, eu estava passando por acaso. Você acha que eu fico rondando a sua casa o dia inteiro, é?
Mas o que vocês pensariam se nós disséssemos: "Sim, sim, não posso ficar longe de você, penso em você o dia inteiro, aqueles telefonemas que você atende e ninguém fala, sou eu! Confesso, sou eu! Vamos nos casar! Eu sei que eu só tenho 12 anos e você tem 11, mas temos que nos casar! Senão eu morro. Senão eu morro!"? Vocês se assustariam, claro. A paixão nessa idade pode ser um sumidouro. Mentíamos para nos proteger do sumidouro.
Outras namoradas. Outras mentiras.
— Eu só quero ver, juro. Não vou tocar.
Vocês não queriam ser tocadas, mas ao mesmo tempo se decepcionariam se a gente nem tentasse. Nem desse a vocês a oportunidade de afastar a nossa mão, indignadas. Ou de descobrir como era ser tocada.
Namorar — pelo menos no meu tempo, a Renascença — era uma lenta conquista de territórios hostis, como a dos desbravadores do Novo Mundo.
Avançávamos no desconhecido, centímetro a centímetro, mentira a mentira.
— Pode, mas só até aqui.
— Está bem. Não passo daí.
— Jura?
— Juro.
— Você passou! Você mentiu!
— Me distraí!
Dávamos a vocês todos os álibis, todas as oportunidades para dizer depois que tudo acontecera devido à nossa calhordice e não à vontade que vocês também sentiam. Não mentíamos para vocês, mentíamos por vocês. Os verdadeiros cavalheiros eram os que enganavam as mulheres. Os calhordas diziam, abjetamente, a verdade. Não faziam o que juravam que não iam fazer, transferindo toda a iniciativa a vocês. É ou não é?
Mas isso tudo mudou, desgraçadamente bem quando eu deixei para trás as tentações do mundo e entrei para uma ordem (a dos monógamos). A revolução sexual, que um dia ainda vai ser comemorada como a Revolução Francesa, com a invenção da pílula anticoncepcional correspondendo à queda da Bastilha e o fim dos sutiãs ao fim da monarquia — e o termo sans culotte, claro, adquirindo novo significado — tornou o relacionamento entre homens e mulheres mais franco e desobrigou os homens de mentir para as mulheres para salvar a honra delas. Aliás, dizem que a coisa virou de tal maneira que hoje a mentira mais comum dita pelos homens é "Esta noite não, querida, estou com dor de cabeça". Não sei. Mas continuamos mentindo a vocês para o bem de vocês.
"Rmmwlmnswl" não significa que nós estamos fingindo dormir com medo de ir ver que barulho é aquele na sala. Significa que estamos fingindo dormir para que você vá ver com seus próprios olhos que não é nada e pare com esses temores ridículos, e se for mesmo ladrão nos avise a tempo de pular pela janela.
"Fiquei fazendo companhia ao Almeidinha, coitado, ele ainda não se refez" significa que a nova gata do Almeidinha só saía com ele se ele conseguisse um par para a prima dela, e nós fazemos tudo por um amigo, mas não queremos estragar a ilusão de vocês de que a separação deixou o Almeidinha arrasado, como ele merecia.
"Está quase igual ao da mamãe" significa que não chega aos pés do que a mamãe fazia, ou então que está muito melhor, mas que o importante é vocês não se sentirem nem tão ressentidas que decidam atirar o doce na nossa cabeça e depois se arrependam, nem tão confiantes que parem de tentar ser iguais à mamãe, e no dia que a gente disser que está sentindo uma coisa estranha bem aqui, só para não ir trabalhar e ficar vendo o programa da Xuxa, vocês não digam "Comigo essa não pega" e nos botem para a rua.

Extraído do livro "As Mentiras que os Homens Contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

LIvro: Barão Vermelho Porque a gente é assim?


Ultimamente tenho lido vários livros, e fiquei encantada por esse...chamado Barão Vermelho- Por que a gente é assim? Escrito por Ezequiel Neves, Guto Goffi e Rodrigo Pinto, conta a história dessa, que na minha opinião é uma das melhores bandas de rock que o nosso país já teve! Do começo da carreira, os envolvimentos amorosos de Cazuza, a sua saída da banda, os altos de baixos do Barão, seus álbuns, os discos solos dos integrantes, enfim!Fotos lindas, histórias interessantes e um cd que dispensa comentários. Pra quem gosta de ler boas histórias (reais) e conhecer mais desses caras fodásticos é uma ótima recomendação! Na minha opinião, peça para colecionador!

Ficha:

Editora: Globo Editora
Páginas: 310
Edição: 1/2007
Idioma: Português

Livro: O que toda mulher inteligente deve saber


Segundo os seus autores, Steven Carter e Julia Sokol, seu objetivo é ensinar um caminho mais simples e menos traumáticos para as mulheres alcançarem a sabedoria com os homens. Sem experiências que tragam cicatrizes, mágoas, raiva ou insegurança.
Os autores teriam se baseado em experiências de pessoas comuns, como nós, que investiram meses ou até mesmo anos em relacionamentos que não deram certo. Pessoas que perderam várias noites chorando, esperando aquele telefonema que não chegava nunca. Assim, os autores dão dicas para que as mulheres evitem cometer os mesmos erros. É certo que as mulheres que pelo uma vez na vida já tenha se apaixonado vão se reconhecer nessas histórias. Vai também rir das suas próprias atitudes e descobrir que o amor verdadeiro na realidade é muito mais (complexo) do que o coração disparado e as pernas bambas ? os sintomas clássicos e muitas vezes pueris atribuidos ao amor.
O objetivo do livro é ensinar verdadeiras lições,que podem ser enquadradas no seguinte:

- Os onze mandamentos da mulher inteligente;

- Como distinguir os homens certos dos errados;

- Quando acreditar no que ele diz e quando cair for a;

- Como identificar um homem potencialmente violento;

- Como lidar com uma separação;


São, enfim, os tópicos que os autores crêem que toda mulher inteligente deve saber . Certo que também vai ajudar às mulheres a escolher relacionamentos que lhe permitam crescer e sobretudo se valorizar ainda mais, tornando-se a pessoa mais importante para sua própria vida.
No final das contas, o que se pode dizer é que livro é que as mulheres sejam capazes de manter relacionamentos equilibrados, não auto-destrutivos, nem dependentes do
parceiro. Não é nenhuma tarefa de outro mundo, mas os autores pretendem usar sua experiência para juntar fatores que seriam cruciais para uma maior facilidade de se manter um relacionamento "arejado" deste tipo.
Assim, os autores não podem deixar de cair no fato de que, para que uma pessoa seja feliz com outra, é inevitável em primeiro lugar ser feliz com si mesmo, valorizar-se,
respeitar os seus próprios desejos.
O bom humor é a palavra-chave. Se as histórias das mulheres durante suas relações são hilárias, certo é que vai causar também auto-reconhecimento.
Assim surgem dicas e conselhos como:

- Confie mais em sua inteligência do que em seus hormônios;

- Mesmo que você seja a mulher certa, o homem errado

continuará sendo o homem errado;

- Chorar é algo que se faz em casamentos e funerais... e não

nas noites de sábado;

- Há uma grande diferença entre ele estar passando por uma

fase e você estar sendo deixada de lado;

- O homem que quer dominar o mundo provavelmente tentará

dominar você também;

·- "Grudenta" não é sinônimo de "feminina".

Uma boa oportunidade de refletir sobre a melhor forma de levar os relacionamentos amorosos, dizer adeus às noites maldormidas, aos traumas da separação e às armadilhas
da paixão.

Ficha Técnica:

# Editora: Sextante
# Autor: STEVEN CARTER & JULIA SOKOL
# ISBN: 8575422197
# Origem: Nacional
# Ano: 2006
# Edição: 1
# Número de páginas: 160
# Acabamento: Brochura
# Formato: Médio